O poster do filme - até engana!!A pessoa vai confiar no que passa na MTV. Quem mandou? Bem feito! Estava eu assistindo ao canal musical, quando começa então uma entrevista da Marina Person com Camila Belle (quem?), uma americana descendente de brasileiros, que fala um português razoavelmente bom, e simplesmente é a mocinha do filme em questão. Ela, obviamente, falou muitíssimo bem do filme, disse de sua preparação para o mesmo, de como fez o personagem crescer de uma pobre moçoila indefesa, para uma mulher de garra e fibra, enfim, todo aquela lenga-lenga que os atores falam em entrevista, ainda mais quando são canastrões – calma, não estou dizendo que a moça é uma canastrona… nem que não é. O que acontece é que, quando a entrevista terminou, fiquei seco de vontade de assistir o filme.

E lá fui eu, alguns dias depois à sessão de cinema, esperando pela aventura mais diferente que eu já tinha visto na minha vida. Resultado final: saí do cinema possuído por uma vontade imensa de gritar “Cinemark, devolva meu dinheiro!!”. O filme é um festival de efeitos especiais, suposições históricas e bichos enormes – certamente feitos em computação gráfica – que dão seus rugidos afugentadores, e todo esse rebu é costurado pela história de uma personagem chamada Evolet (eu esqueci o nome, olhei agora no Google), uma caçadora de relíqui… ops, de mamutes, que vai atrás de seu grande amor, D’Leh (parece nome de divindade do candomb’Leh). Tudo isso é a minha opinião, se você assistiu ao filme e gostou, por favor não me odeie – pelo menos não muito.

Posso dizer que o diretor Rolland Emerich está se superando. Depois de Independence Day, que virou um clássico, ele apareceu com aquela história de O Dia Depois de Amanhã – casco de rir até hoje lembrando aquela cena ridícula dos americanos atravessando em massa a fronteira para o México – e, agora, aparece com essa decepção filmográfica. Certa vez, em uma locadora de vídeo, ouvi um cara dizer que gosta de assistir filmes que tenham atores bem famosos, pois muitas vezes a história não é muito boa não, mas ter artistas famosos no elenco ajuda bastante. Pois é, cara pálida. Nem isso esse filme tem!! Steven Strait e Camilla Belle são nomes que eu só vi que já tinham feito alguma coisa antes quando fui dar uma olhada na internet.

Enfim, um forte candidato ao Framboesa de Ouro do Ano que vem. Alguém aí sabe quanto custa uma reserva no Beto Carrero World?

 Não… não é o Lenny Kravitz
Casal em apuros - bonito dread, hein pessoal!

Autor: Helton

Postado em Quarta-feira, Março 19th, 2008 as 4:49 pm.
Categorias: Criticas.

4 Comentários, Comentário ou Trackback

  1. Fabio Rockenbach

    Acho “O Dia Depois de Amanhã” o melhor filme dele. Ainda que impossível de acontecer a uma velocidade tão grande, há base científica e pelo menos serve de alerta - e a cena dos americanos atravessando a fronteira foi uma das coisas que eu mais gostei no filme, por que tenho certeza que tão cedo não vou ver isso em um filme americano. Já esse 10.000 A.C. foi a decepção do ano.. que grande m…

  2. Eu ainda prefiro “Independence Day”.
    Mas, enfim. Opiniões apenas.
    Respeito a sua. Respeito até a de quem gostou de “10 000 Antes de Cristo”. Gosto não se discute
    ;)

  3. lana pqna

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    parecm msm bonecos dakeles tour do beto carrero
    tb nao gostei, ms acho q pegou pesado com o dia depois de amanhã que foi bom sim e eu gostei

  4. crix

    Sei lá não achei o 10.000 um filme tão ruim assim, mas tbm desapontou um pouco, mas vai saber eu até curto aquele filme do Jonh Travolta, A reconquista, que todo mundo taxa como um dos piores da história, estou começando a achar que não entendo nada de filmes, sempre vou com meus colegas de serviço, e eles tem me crucificado muito por 2 filmes que escolhi assitir ultimamente, Mandando Bala e os Reis do Crime, considerei os filmes bons, mas insistem em me dizer que são ruim, acho que preciso trocar de colegas para curtir melhor o cinema.

Reply to “Toma Pedrada! 10 000 antes de Cristo parece show do Beto Carrero”