Em cartaz no Brasil desde o final de Janeiro, 4 meses, 3 semanas e 2 dias (4 luni, 3 saptamani si 2 zile) é uma boa pedida para apreciadores de cinema de linguagem alternativa, mesmo que o filme não tenha um enredo e produção tão alternativos assim. Ganhador da Palma de Ouro em Cannes, em 2007, o filme gira em torno de um aborto que não pode acontecer.
Em 1987,vivendo os últimos resquícios de comunismo na Romênia, duas amigas - Otilia (Anamaria Marinca) e Gabita (Laura Vasiliu) – dividem um apartamento em uma república estudantil, no interior do país. Gabita, porém, descobre que está grávida em um momento não apropriado de sua vida. Por ser o aborto ilegal naquele país, as duas amigas recorrem então ao Sr. Bebe (Vlad Ivanov), um ‘médico’ que faz abortos por debaixo dos panos. Este, por sua vez, constata que a gravidez de Gabita está em estado muito avançado (daí o nome do filme) e que fazer o aborto é pôr a vida da garota em risco – e seu próprio pescoço também. Sendo assim, Bebe passa a cobrar pelo serviço um preço que dificilmente as duas amigas conseguirão pagar.
Algumas características técnicas que marcam o longa são as tomadas, filmadas na maioria das vezes em plano amplo, e a secura da edição que tem auge na ausência de trilha sonora em boa parte da produção.









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