ELIZABETH: A ERA DO OURO não foi muito bem recebido em Toronto, primeira parada da sua possível arrancada ao Oscar. A sensação é que Shekhar Kapur transformou a maturidade da rainha inglesa num espetáculo bollywoodiano, com Clive Owen em duelos de espada e música tonitruante e incessante. “Inflacionado” e “no tom errado” foram os comentários mais constantes.

Além disso, houve algum descaso com o roteiro e a continuidade, começando com o fato de que a historia se passa 27 anos depois do primeiro filme e, portanto, a rainha teria em torno de 50 anos, mas Cate Blanchett, milagrosamente, mantém a jovialidade do primeiro filme.

No entanto, Blanchett faz tudo merecer ser visto. Ela permanece soberba, tal qual o primeiro filme, como a rainha que enfrenta vários desafios em sua vida. O reino espanhol quer matá-la para substituí-la por uma rainha católica, Maria da Escócia (Samantha Morton), aprisionada por Elizabeth. Mas quando Elizabeth sofre uma tentativa de assassinato. Ela não tem escolha senão executar a prima, embora arrasada pela decisão. Quando a cabeça de Maria, a traidora, rolar pelo chão, navios espanhóis lançarão um ataque maciço à Inglaterra. A rainha, então, decide lutar para proteger seu trono.

O filme sustenta também, um bom elenco coadjuvante. O melhor de todos é Abbie Cornish, como a romântica Bess e Samantha Morton, gravemente abalada quando sua traição é descoberta. Clive Owen, um ator brilhante, não tem muito que fazer, exceto parecer arrojado em seus trajes, fazendo papel de herói.

Enfim, a grande expectativa em torno do filme se dissipou nas indicações do Oscar, mesmo assim, recebeu duas: Blanchett e Figurino.

Spoiler Rating: 85

Autor: Helton

Postado em Segunda-feira, Fevereiro 18th, 2008 as 4:58 pm.
Categorias: Criticas.

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