
O lugar-comum é problema também de RESTLESS, do israelita Amos Kollek - que, curiosamente, é também o filme mais multicultural em concurso. Uma co-produção entre Israel, Alemanha, Bélgica, Canadá e França. Tudo para contar a reconciliação de um pai que abandonou Israel e filho, depois da morte da mãe. Ironia: O pai, que vive em Nova York, é o “espírito livre” artístico, o filho é comandante do exército. O ajuste de contas é justamente o que mais interessa em RESTLESS, que de resto se contenta em perpetuar todas as regras gastas de um certo cinema independente com uma sisudez de mau gosto e muitas vezes canhestra.
Mal por mal, antes KABEI, do veterano japonês Yoji Yamada (A SOMBRA DO SAMURAI), que também pouco ou nada traz de novo, mas pelo menos tem o bom senso de não querer ser mais do que é: Um melodrama familiar clássico sobre uma mãe de Tóquio que, em plena II Guerra Mundial, enfrenta com as duas filhas a ausência do pai, professor universitário preso por delito de pensamento. Tudo bem feito, bem interpretado, muito certinho - mas “certinho” é coisa de filme para ver numa sessão da tarde, não de filme em concurso num festival de cinema tão renomado como Berlim.









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