Berlim (Dia 6): Tilda Swinton, chega para lá. Paul Thomas Anderson, da licença por favor… Chegou Mike Leigh e seu novo filme, HAPPY-GO-LUCKY, desde já um dos grandes favoritos ao Urso de Ouro. E dessa vez, o diretor resolve olhar o cotidiano com óculos cor-de-rosa…

Mike Leigh tem toda razão quando diz que nunca deixou de colocar um pouco de humor mesmo em seus dramas mais pesados, filmes como NU (NAKED), SEGREDOS E MENTIRAS e VERA DRAKE. Mas nunca fez uma comédia como HAPPY-GO-LUCKY. O filme, exibido ontem ao meio-dia, foi o mais aplaudido até agora nas sessões de imprensa. Leigh mirou no alvo e acertou.

Fala sobre Poppy, uma professora solteira em Londres que nunca se contagia pelo mau-humor dos outros. E Poppy é Sally Hawkins que brilha muito, muito, muito alto com uma interpretação extraordinária que escora todo o filme sem esforço. (Hello! Oscar!)

Seu filme é um suspiro numa seleção duvidosa e fraca, mas que começa a dar sinais de recuperação: Da China veio SPARROW. Um cinema raro com heróis e vilões e mulheres fatais. É Fred Astaire deixado à solta numa Hong Kong tão artificial como se tivesse sido reconstituída em Hollywood, filmada como Steven Soderbergh a homenagear Vincente Minnelli: Elegância, leveza, graça, agilidade, descontração. É uma sensação de permanente deslumbramento - como se Johnnie To estivesse a inventar o cinema à nossa frente. Não está, mas não faz mal: o que interessa é a imagem.

SANGUE NEGRO, LAKE TAHOE, SPARROW e SOP confirmam que Berlim não está tão fraca como se esperava. E dessa lista sai o Urso de Ouro. E Sim, TROPA DE ELITE está fora da disputa. Fascista demais.

Autor: Helton

Postado em Quarta-feira, Fevereiro 13th, 2008 as 10:48 am.
Categorias: Festivais.

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