Vou inaugurar uma nova ‘coluna’ no blog. ‘Toma Pedrada’, isso mesmo, tem filmes que merecem ser literalmente apedrejados, por simples motivos, criar muita expectativas e não suprir-las, usar bons atores ou diretores e ser ruim, ou pelo simples fato de ser ruim e você ter perdido seu tempo vendo.

O filme que vai levar uma bela Pedrada hoje é o Cloverfield – Monstro, e não me venha dizer que sou anti-pop, e coisas do tipo.

Tá J.J. Abrams é um cara legal, gostei muito do Talk dele sobre a Mystery Box e tudo isso, Lost primeira e segunda temporadas foram sagazes, Alias teve seus bons momentos, etc. Só que isso não é motivo nenhum pra eu falar que o monstrão dele foi bem sucedido na telona, pode ter sido MAXIMAMENTE sucedido financeiramente, mais não convence em termos de cinema.

Se era pra ser um filme, estilo filmagem caseira, porque tem tantos cortes? Tudo bem você pode falar, - ah cara não seja chato, o filme tenta mostrar uma coisa mais realista, mais os cortes são necessários para que não fosse tão longa a história – Pêra ai, então porque não um roteiro melhor estruturado? Se é pra ser realista, sinceramente, não convence.

Vamos ser outra vez realistas, a festa do inicio do filme é um horror de babaquice, chatice, encheção de saco, como você queira definir. Um monte de diálogos bestas sobre assuntos chatos, se pelo menos fossem engraçados ou interessantes - ou usando a palavra da moda atual, ‘relevantes’ - Mas não, tentando definir uma trama para que o mocinho tente salvar sua amada e ter assim um motivo para aparecer o Monstro. Infelizmente eu não contei quanto tempo demorou, mais podia realmente ter sido MUITO mais rápida… Se não fosse pela tentativa mal sucedida de tornar seus personagens críveis.

Fiquei imaginando se Cloverfield foi realmente estudado antes de ser rodado, existem mil maneiras de fazer um filme deste estilo sendo mais realistas e menos clichês. Infelizmente não foi o caso aqui, todos os clichês estão presentes, temos o romance, o amigo que faria tudo pelo outro, a menina depressiva e calada e as frases repetitivas de filmes de suspense.

Quer mais? Em uma cena, eles teriam que praticamente escalar um prédio que estava caído em cima de outro, esse seria um dos momentos em que qualquer pessoa usaria as duas mãos, todos os personagens da cena usavam as duas mãos, e o que estava filmando continuava filmando normalmente, sem ter que abaixar a câmera nem nada – broxante – Em realidade uma pessoa em sã consciência não se daria ao luxo de estar gravando um vídeo enquanto seu amigo é atacado por um monstro ou você mesmo esta sendo atacado, o mais normal seria tentar se defender usando todos os recursos possíveis, ou seja seus braços. Não me conformo com o argumento do filme.

O Monstro.
Ele é o motivo e a alma do filme, claro, só que, não é tão legal, nem tão diferente, nem nada de nada. É um monstro em CG como qualquer outro que eu já vi. Nos jogos da atualidade você pode ver milhares de monstros naquele estilo. Ah cara se era pra fazer um filme, que o ÚNICO legal é o monstro, no mínimo fosse algo surpreendente, furioso, com poderes, sei lá.

Minha irmã que foi comigo ver o filme ( tem 21 anos não é nenhuma criança) até vomitou, sério mesmo, foi no banheiro e vomitou, isso enquanto o filme não tinha acabado, não sei explicar, mais deve ter sido pela movimentação da câmera. Se nego até vomita vendo isso, acho que não vou ser eu que vou pagar pau.

Cloverfield, um marketing viral dos mais bem feitos que eu já vi na minha vida, nisso eles estão de parabéns, mas seria melhor menos marketing e mais filme.

Melhores cenas: A cabeça da Estatua da liberdade, a luta contra os monstrinhos dentro do metro. – Não leia se você não viu o filme – passe o mouse para ler : A morte de todos no final.

Quem nunca fez filme ruim que lance a primeira pedra! Eu com nunca fiz mesmo, toma essa Cloverfield!

Autor: Helton

Postado em Quinta-feira, Fevereiro 7th, 2008 as 11:03 pm.
Categorias: Criticas.

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3 Comentários, Comentário ou Trackback

  1. Fale sério man, não concordo nem um pouco.
  2. Bom, nem Jesus agradou a todos..
  3. Fernando

    Eu não vi nada de diferente da Bruxa de Blair, aliás Blair foi bem melhor, no Cloverfield foi tudo igualzinho, a besteirada do começo, um monstro que ninguém vê (só se vê em uma cena no fim), o terror, e o final do mesmo jeitinho… sem dúvida dinheiro fácil, fácil… o filme tem tudo preparado para ser altamente comercial, é pouco definido e quem pergunta a outro que assistiu como é, normalmente vai ouvir “só assistindo”, pensaram até em cópia pirata, é sem chance, o filme é tão escuro que só no cinema mesmo e olhe lá. Foi feito pra ganhar dinheiro! Mais comercial que isso só filme da Barbie!

Reply to “Toma Pedrada! Cloverfield - lenga, lenga e chato”